A elaboração de peças processuais por inteligência artificial e sua compatibilidade com o Código de Processo Civil

Autores

Palavras-chave:

inteligência artificial, advocacia, processo civil, ética profissional, CPC

Resumo

O presente artigo analisa a compatibilidade da elaboração de peças processuais por ferramentas de inteligência artificial com o Código de Processo Civil (CPC). A pesquisa fundamenta-se na distinção entre autoria e imputação jurídica, sustentando que o direito processual civil brasileiro não exige autoria intelectual na redação das petições, mas sim a capacidade postulatória e a responsabilidade de quem as subscreve. Afastam-se os óbices autorais e processuais, demonstrando-se que o uso de IA na advocacia é plenamente válido desde que observados os deveres de veracidade, diligência e ética profissional. Analisa-se a simetria com o uso de IA pelo Poder Judiciário (Resolução CNJ nº 615/2025), o tratamento conferido pela Ordem dos Advogados do Brasil (Recomendação nº 001/2024) e o gerenciamento do risco de alucinações por meio da revisão humana. Conclui-se que a centralidade humana no processo se realiza na imputação responsável, e não na digitação do texto, consagrando o regime do uso condicionado da IA na advocacia.

Biografia do Autor

  • Adriano Assis Ferreira, Universidade São Judas Tadeu

    Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo, mestrado em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestrado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo, doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, doutorado em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP  e doutorado em direito pela Faculdade de Direito da USP.

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Publicado

2026-08-06

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Como Citar

A elaboração de peças processuais por inteligência artificial e sua compatibilidade com o Código de Processo Civil. Revista ESASP - Revista Científica Virtual da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP, São Paulo, n. 51, p. e2026002, 2026. Disponível em: https://revista.esaoabsp.com/index.php/esa/article/view/219. Acesso em: 29 ago. 2026.