Conflitos normativos na interface entre a Psicologia e o Direito

Autores

  • Vinicius Carvalho Carreira Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Autor
    • Marianne Ramos Feijó Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Autor

      Palavras-chave:

      Psicologia, Direito, Poder Judiciário

      Resumo

      A interface da Psicologia com o Direito, no Poder Judiciário, decorre de expressa imposição legal. Leis como a de execução penal e a de alienação parental, além do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Código de Processo Civil, exigem a realização de perícias psicológicas para diversas demandas. Porém, os peritos e assistentes técnicos estão submetidos não apenas à legislação federal, mas às normativas emanadas tanto dos Tribunais de Justiça quanto do próprio Conselho Federal de Psicologia, o que pode levar a conflitos normativos. Neste contexto, foi elaborado o presente trabalho, de natureza descritiva, com a finalidade de levantar e descrever, embora de maneira superficial, alguns conflitos reais e aparentes que surgem na conjugação das normas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e do Conselho Federal de Psicologia. Os pontos destacados são na atuação de psicólogos como assistentes técnicos, como avaliadores no sistema prisional e nas causas de alienação parental, entre outros.

      Recebido em: Agosto de 2024 | Aceito em: Setembro de 2024

      Biografia do Autor

      • Vinicius Carvalho Carreira, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

        Advogado formado pela Faculdade de Direito de Bauru e Psicólogo formado pela UNESP-Bauru. Especialista em Direito de Família e Sucessões, em Direito Processual Civil e em Psicologia Comportamental e Cognitiva; mestre e doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela UNESP-Bauru.

      • Marianne Ramos Feijó, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

        Professora Assistente Doutora do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da UNESP-Bauru; Psicóloga formada pela Universidade Paulista, Especialista em Terapia de Casal e de Família pela PUC-SP. Mestra e Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP; Pós-doutora em Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo.

      Referências

      BRASIL. Lei n.º 4.119, de 27 de agosto de 1962. Dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo. Brasília, DF: Presidência da República, 1962.

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      TRIBUNAL DE JUSTIÇA (São Paulo). Núcleo de Apoio Profissional de Serviço Social e Psicologia. Comunicado n.º 01 de dezembro de 2008. Recomendação para Atuação do Psicólogo e Assistente Social no Tribunal de Justiça nas questões de família. São Paulo, SP: Tribunal de Justiça, 2008.

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      Publicado

      2024-09-09

      Como Citar

      Conflitos normativos na interface entre a Psicologia e o Direito. Revista ESASP - Revista Científica Virtual da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP, [S. l.], v. 1, n. 46, p. 150–156, 2024. Disponível em: https://revista.esaoabsp.com/index.php/esa/article/view/150. Acesso em: 20 mar. 2026.