Princípio da Cooperação e o Julgamento sob a Perspectiva de Gênero

Autores

  • Renata Maldonado Silveira Romão Universidade de Sorocaba image/svg+xml Autor
    • Rafaela da Silva Cassimiro Autor

      Palavras-chave:

      cooperação processual, perspectiva de gênero, direitos humanos, interdisciplinaridade, justiça inclusiva

      Resumo

      O presente artigo propõe uma análise entre o princípio da cooperação introduzido pelo Código de Processo Civil de 2015, e o julgamento sob a perspectiva de gênero, orientado pela Recomendação nº128/2022 do Conselho Nacional de Justiça. Busca-se demonstrar como a interdisciplinaridade entre o direito processual e os direitos humanos é essencial para a construção de um processo democrático, inclusivo e sensível às desigualdades estruturais. Preliminarmente, examina-se o princípio da cooperação como instrumento de participação e diálogo entre os sujeitos processuais, destacando seus deveres práticos e sua conexão com os princípios constitucionais. Em sequência, aborda-se a perspectiva de gênero como compromisso ético do judiciário, capaz de evitar a reprodução de estereótipos e assegurar decisões mais justas em casos de violência doméstica, guarda de filhos e assédio no ambiente de trabalho.  A análise sob a ótica da interdisciplinaridade evidencia que o processo não é neutro, devendo ser interpretado em conformidade com tratados internacionais de direitos humanos, como a CEDAW e a Convenção de Belém do Pará. O estudo de caso de Maria da Penha ilustra a importância da cooperação e da perspectiva de gênero na efetivação da justiça e na superação da morosidade e invisibilidade das vítimas. E que aplicação conjunta dos princípios e normas constitui instrumento indispensável para transformar o processo em espaço de promoção da dignidade humana e da igualdade, enfrentando desafios culturais e institucionais para fortalecer o papel do Poder Judiciário na proteção dos direitos fundamentais.

      Biografia do Autor

      • Renata Maldonado Silveira Romão, Universidade de Sorocaba

        Graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba, licenciatura em Filosofia, pós graduação lato sensu em Direito Civil e Processual Civil, pós graduação lato sensu em Teoria Geral dos Contratos, pós graduação latu sensu em Direito Previdenciário, pós graduação lato sensu em Psicologia e Psicanálise, mestrado em Direito. Sócia no escritóruio de advocacia Renata Maldonado Sociedade de Advocacia. Experiência na área de Direito, com ênfase nos seguintes temas: direito processual, direito contratual, políticas públicas e direito constitucional. Pesquisadora e autora de livros e artigos cientificos nas áreas de Direito da Mulher, Questões de gênero e minorias. Prática em capacitação para conselhos de direito. Professora de graduação e pós graduação em Direito, Direito Civil, Direitos Humanos, Direito Processual Civil, Processual do Trabalho, Ética, Supervisão de Estágio. Doutoranda em Comunicação e Cultura na Universidade de Sorocaba com pesquisa sobre violências contra mulheres. Bolsista pela CAPES.

      • Rafaela da Silva Cassimiro

        Advogada atuante no consultivo e contencioso das áreas do direito civil e trabalhista.

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      Publicado

      2026-08-10

      Declaração de Disponibilidade de Dados

      incluído no arquivo

      Como Citar

      Princípio da Cooperação e o Julgamento sob a Perspectiva de Gênero. Revista ESASP - Revista Científica Virtual da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP, São Paulo, n. 51, p. e2026005, 2026. Disponível em: https://revista.esaoabsp.com/index.php/esa/article/view/211. Acesso em: 29 ago. 2026.